Pontos Turísticos de Arraial do Cabo

Conhecida internacionalmente como uma das melhores cidades do país para a prática de mergulho. Arraial do Cabo reúne algumas das mais belas características do litoral brasileiro, como dunas de areia branca, vegetação de restinga, lagoas e praias de mar cristalino, além de costões que funcionam como mirantes para apreciar a beleza das praias. Quem agradece são os mergulhadores, que lá encontram os melhores pontos do país para praticar o esporte. Além das águas transparentes, Arraial do Cabo abriga uma diversificada vida marinha – são tartarugas, meros, lulas, lagostas, arraias entre outras espécies.

Monumentos e peças históricas até hoje lembram importantes passagens do início da colonização de Arraial, como a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, construída em 1506, na Praia dos Anjos, pelos Portugueses e o Monumento Américo Vespúcio, no largo do descobrimento.

Marco Histórico

Embora a colonização e o desenvolvimento da região tenham tomado velocidade com a fundação da cidade de Cabo Frio, em 1616, Arraial do Cabo viveu durante muito tempo esquecido, isolado como um paraíso. Não havia acesso a outros povoados. Era pela praia que seus moradores iam e vinham, a pé ou a cavalo, para trocar, vender e comprar mercadorias. A pesca também foi de grande importância nesse período. Em Arraial do Cabo, florecia a pesca de arrasto e por isso foi construída a vila de Nossa Senhora dos Remédios.

Todo o sistema econômico dos primeiros habitantes de arraial baseava-se na atividade pesqueira. Enquanto os homens pescavam, as mulheres salgavam os peixes, cuidavam das tarefas domésticas e faziam rendas de bilros, artesanato típico da região mantido até hoje, embora de forma rara.

Prainha

A HISTÓRIA

A exclusividade indígena acabou quando chegaram os portugueses em sua 2ª expedição exploradora. Em 1503, uma esquadra portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro sofreu um naufrágio em Fernando de Noronha. a Expedição naval se dispersou e, sob o comando de Américo Vespúcio, seguiu viagem até a Bahia e depois até Cabo Frio (Até 1985 Arraial do Cabo foi distrito de Cabo Frio, depois foi emancipado). O Cabo Frio não é o cabo que viria a ser povoado apenas, como arraial da cidade de Cabo Frio, mas onde os principais acontecimentos históricos da colonização portuguesa realizaram-se: ataques piratas, naufrágios, guerras indígenas e a construção de igrejas e feitorias. O palco do descobrimento foi a Praia dos Anjos, antes chamada de Praia da Rama. O navegador florentino Américo Vespúcio desembarcou com três naus e deu à localidade o nome de Cabo Frio dando início ao primeiro núcleo populacional do país, assim como à exploração do pau-brasil e ao extermínio dos índios, rapidamente dizimados pelos estrangeiros.

Praia Grande

Essa longa viagem seria a prova de que o pau-brasil encontrado em Arraial do Cabo era de qualidade realmente superior, uma vez que os navegadores desprezaram as feitorias do norte para ali chegar e dali partir direto para a metrópole.
Sem a instalação definitiva dos portugueses, por muito tempo aquelas terras ficaram entregues à pirataria internacional.

Desde 1504 os franceses traficavam pau-brasil e outras mercadorias com os tupinambás. Este tráfico ocorreu durante as três primeiras décadas do século XVI, restrito ao litoral da região nordeste do Brasil. No entanto, a partir de 1540, em virtude de um rigoroso controle naval português no litoral nordestino, os franceses passaram a explorar os recursos naturais de Cabo Frio – região sudeste do país. Estes, em 1556, fizeram outra fortaleza-feitoria para exploração do pau-brasil, na mesma ilhota utilizada anteriormente pelos portugueses, hoje denominada Casa de Pedra. Esta fortaleza-feitoria, construída um ano depois da fortaleza de Villegaignon, na Cidade do Rio de Janeiro, ampliou e consolidou o domínio francês no litoral sudeste.

Casa da Pedra

A história de Arraial do Cabo começa há um milhão de anos, quando, pela ação dos ventos e de correntes marítimas, foram incorporadas ao continente três antigas ilhas, hoje morros do Mirante, do Forno e Pontal do Atalaia. Seus primeiros habitantes humanos chegaram há cerca de cinco mil anos. Eram os nômades, que viviam em grupos no alto dos morros e desciam apenas para buscar alimentos, basicamente peixes e moluscos.

Pontal do Atalaia

Mais tarde, vieram os índios da grande nação tupi-guarani. Tribos Tupinambás habitavam toda a área correspondente ao Estado do Rio de Janeiro, e, nas terras onde surgiria Arraial, eram representados pelos tamoios. Estes, mais avançados que os nômades, viviam em aldeias, caçavam, plantavam mandioca, faziam peças de cerâmica e enfeitavam-se com penas.

O pescado, os crustáceos e os moluscos formavam o “cardápio” destes indígenas, mas também a cultura da mandioca e a caça eram utilizadas para complementar sua alimentação. Destaca-se ainda, na cultura tupinambá, a confecção de peças de cerâmica. Segundo estudos arqueológicos, havia cerca de 50 aldeias tupinambás na região, estimando-se uma população que poderia variar de 25.000 a 75.000 habitantes antes da conquista europeia. Isto pode ser comprovado a partir de diversos restos arqueológicos catalogados em toda a região, que é composta de diversos sambaquis (sítios arqueológicos com esqueletos e artefatos).

Arraial do Cabo está assentado sobre sítios arqueológicos de extrema valia para o estudo da história da região, tendo fornecido diversas peças para o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Podemos receber também uma emocionante aula arqueológica, através das peças recolhidas no município e expostas no Centro Cultural Manoel Camargo ao lado da Prefeitura.

Pontal

A BATALHA HISTÓRICA

A partir daí, o próximo episódio registrado pelos historiadores é a Guerra de Cabo Frio, que aconteceu em 1575, como reação dos portugueses à intensa pirataria promovida por franceses, ingleses e holandeses. Antônio Salema, Governandor do Rio de Janeiro na época, reuniu um exército português apoiado por uma tropa de índios catequizados, com o objetivo de acabar com o domínio franco-tamoyo que já durava 20 anos em Cabo Frio. Temendo perder sua terra, os índios Tamoyo se aliaram aos franceses, mas foram praticamente dizimados por conta da insurreição. As tropas vencedoras assassinaram a sangue frio cerca de 500 guerreiros tamoyos e mais de 1.500 índios foram escravizados, foram enforcados dois franceses, um inglês e o Pajé tupinambá. Além disso, entraram pelo sertão queimando aldeias e matando milhares de tamoyos.

A guerra de Cabo Frio resultou na expulsão dos franceses e no extermínio de dez mil guerreiros tamoyos, sendo o restante destes escravizados pelos colonizadores. Outros piratas europeus, principalmente ingleses e holandeses, no entanto, continuaram a piratear o pau-brasil, causando mortes desumanas e que se provaram inúteis, uma vez que a escassez de colonização no litoral fluminense (não houve interesse dos portugueses de colonizar Cabo Frio após este massacre). Continuou sendo alvo fácil e lucrativo dos corsários europeus.

Golfinhos

A CHEGADA DO PROGRESSO
Importantes acontecimentos marcaram o século XIX na história de Arraial. Foi construído um Telégrafo, em 1814, num dos pontos mais altos do morro do Pontal do Atalaia. Suas ruínas atraem, até hoje, inúmeros turistas ao local, de onde avista-se a Ilha do Farol.

Ilha do Farol

Nesta foi construído, a mando do imperador D. Pedro II, em 1833, o antigo Farol. A Obra foi concluída em 1836, mas desativada alguns anos depois pela constância de densa neblima naquele ponto da ilha. Em 1861, foi inaugurado o Farol Novo, com torre de 16 metros, que seria modificado apenas em 1925.

O século XIX foi marcado ainda por uma tragédia – o naufrágio da fragata inglesa Thetis – e pela visita de D. Pedro II, aos 21 anos. A fragata, que trazia a bordo um milhão de pesos espanhóis, foi lançada contra os rochedos da Ilha do Cabo, em 1830, causando a morte de 28 pessoas. D. Pedro II e sua esposa, Dona Teresa Cristina, passaram 4 horas do dia 25 de Abril de 1847 em Arraial, percorrendo a Praia dos Anjos, visitando a Igreja de N.S. dos Remédios e as salinas do alemão Luiz Lindberg, partindo em seguida para Cabo Frio, Araruama, São Gonçalo e Niterói.

Junto com o sabor de Liberdade do fim da escravatura, em 1888, veio um grave colapso econômico, sofrido por toda a região e só recuperado totalmente no século XX, com o desenvolvimento da extração salineira, do turismo e da indústria química. Com a implantação da Cia. Nacional de Álcalis, em 1943, cresceram ofertas de empregos (atraindo numerosos trabalhadores de outras regiões), e arrecadação municipal de ICMS. O complexo industrial da Cia. Nacional de Álcalis abriu salinas e passou a extrair conchas na lagoa para a produção de barrilhas.

Vieram as estradas de ferro e, rodovias e por elas, novas culturas, os primeiros visitantes, o progresso. A inauguração da Ponte Rio-Niteroi, em 1973, deu início à fase atual de turismo de massa.Com o tempo, construiu-se um local de atração turística para cariocas, mineiros, paulistas e capixabas (hoje visitantes de todo o país) com clubes, diversões aquáticas, hotéis e restaurantes.

Gruta Azul

Emancipando-se de Cabo Frio em maio de 1985, Arraial do Cabo dá mais uma acelerada. O mês de maio, daquele ano, até hoje representa, para todos, um marco, pois foi quando a cidade começou a se empenhar para transformar o Turismo em indústria viável e sólida. A criação do município de Arraial do Cabo representa um momento significativo e importante para o desenvolvimento de um pólo regional não apenas para o turismo interno, mas também para o externo. Hoje, já no 3º milênio e com a nova Prefeitura eleita (Prefeito Melman e Vice Andinho), as espectativas de um novo crescimento são aguardadas com grande entusiasmo e certeza.

Figueira

Veja o mapa de Arraial do Cabo

Como chegar

Acesso de carro:

  • Saindo da Ponte Rio-Niterói, seguir na Rodovia Niterói-Manilha ( BR-101) e entrar na RJ 124 (Via Lagos) em direção à Macaé
  • Saindo da Ponte Rio-Niterói, seguir pela Alameda São Boaventura e pegar a Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) em direção à Macaé. 

Dúvidas sobre pedágio?
Via Lagos (21) 2734-4141de 2ª a 6ª feira das 8 às 18h, e sábados e domingos pelo telefone 0800-7020124
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